sexta-feira, 23 de maio de 2025
igreja
quinta-feira, 3 de abril de 2025
"Tonhão louco"
Minha mãe costumava contar que foi para um pequeno sanatório perto de São José dos Campos devido a uma mancha no pulmão. Ela deixou o marido, com quem viveu por 18 anos, e seus seis filhos, seguindo rumo à cura no Vale do Paraíba.
No hospital administrado por freiras, conheceu meu pai. Aos poucos, foram construindo um caminho juntos, pois ele cuidava dela como um bom enfermeiro, dando-lhe sopa na boca e oferecendo os cuidados necessários.
Meu pai chegou ali depois de ter sido abandonado aos nove anos. Trabalhou em fazendas de patrícios portugueses até os 18 anos, depois passou um tempo em Campos do Jordão e seguiu para São Paulo. Lá, trabalhou como enfermeiro, sendo responsável por buscar doentes mentais. Mais tarde, foi para o sanatório, onde passou a trabalhar como enfermeiro de tuberculosos, pois o salário era bom.
Era conhecido como "Tonhão Louco", temido e respeitado em Campos do Jordão por sua força e coragem. D.M.